CID 10 – H47: Outros Transtornos do Nervo Óptico e das Vias Ópticas

O CID 10 H47 engloba os transtornos que afetam o nervo óptico e as vias ópticas, estruturas responsáveis por conduzir os estímulos visuais da retina até o cérebro. Alterações nesse sistema podem provocar desde sintomas leves até perda visual grave e irreversível, tornando o diagnóstico precoce essencial para o prognóstico do paciente.

Esses transtornos podem ter origem inflamatória, vascular, compressiva, degenerativa ou neurológica, e muitas vezes estão associados a doenças sistêmicas ou condições intracranianas. A correta identificação do código CID é fundamental para laudos médicos, prontuários, encaminhamentos, tratamentos e fins legais.

Classificação do CID 10 H47

H47.0 – Transtornos do nervo óptico não classificados em outra parte
Inclui alterações do nervo óptico que não se enquadram em categorias específicas, podendo estar relacionadas a inflamações, compressões ou alterações metabólicas.

H47.1 – Papiledema não especificado
Caracteriza-se pelo edema do disco óptico secundário à hipertensão intracraniana, geralmente bilateral, sendo um sinal importante de doenças neurológicas.

H47.2 – Atrofia óptica
Refere-se à degeneração das fibras do nervo óptico, resultando em redução permanente da acuidade visual e do campo visual.

H47.3 – Outros transtornos do disco óptico
Inclui alterações estruturais do disco óptico que não se enquadram como papiledema ou atrofia óptica.

H47.4 – Transtornos do quiasma óptico
Envolvem lesões na região do quiasma óptico, frequentemente associadas a tumores, podendo causar alterações características do campo visual.

H47.5 – Transtornos de outras vias ópticas
Afetam as vias ópticas após o quiasma, como trato óptico e radiações ópticas, geralmente associados a doenças neurológicas.

H47.6 – Transtornos do córtex visual
Relacionam-se a alterações na área cortical responsável pela interpretação da visão, podendo causar cegueira cortical ou distúrbios visuais complexos.

H47.7 – Transtornos não especificados das vias ópticas
Utilizado quando há comprometimento das vias ópticas sem definição precisa da localização ou causa.

Papiledema

O papiledema é definido como o edema do disco óptico, geralmente bilateral, decorrente do aumento da pressão intracraniana. Ao exame oftalmológico, o disco óptico apresenta-se elevado, com contornos borrados, podendo haver hemorragias peridiscais e exsudatos algodonosos, que indicam infarto da camada de fibras nervosas.

Em muitos casos, o papiledema pode ser assintomático e identificado apenas durante o exame de fundo de olho. Quando sintomático, pode estar associado a dor de cabeça persistente, náuseas, vômitos e zumbido pulsátil, sinais clássicos de hipertensão intracraniana.

Do ponto de vista oftalmológico, o papiledema costuma manifestar-se com obscurações transitórias da visão, diplopia e constrição progressiva do campo visual periférico. Se não diagnosticado e tratado adequadamente, pode evoluir para atrofia óptica secundária e perda severa e permanente da visão central.

Perguntas frequentes sobre CID 10 H47 e papiledema

O que é o CID 10 H47?

<p>O CID 10 H47 é o código que classifica os transtornos do nervo óptico e das vias ópticas, incluindo papiledema, atrofia óptica e alterações neurológicas relacionadas à visão.</p>

O que é papiledema?

Papiledema é o inchaço do disco óptico causado pelo aumento da pressão intracraniana, geralmente afetando ambos os olhos.

Papiledema é uma doença ocular?

Não. O papiledema é um sinal oftalmológico de uma condição neurológica, geralmente relacionada à hipertensão intracraniana.

Quais são os sintomas do papiledema?

Os sintomas podem incluir dor de cabeça, náuseas, vômitos, zumbido pulsátil, visão borrada, obscurações visuais transitórias e perda progressiva do campo visual.

Papiledema pode causar perda de visão?

Sim. Se não tratado, o papiledema pode evoluir para atrofia óptica e causar perda visual grave e irreversível.

Como é feito o diagnóstico do papiledema?

O diagnóstico envolve exame de fundo de olho, avaliação oftalmológica completa e investigação neurológica para identificar a causa do aumento da pressão intracraniana.

O papiledema tem tratamento?

O tratamento depende da causa da hipertensão intracraniana e pode envolver acompanhamento neurológico, uso de medicamentos ou intervenção cirúrgica.

Atrofia óptica tem cura?

Não. A atrofia óptica geralmente é irreversível, mas o tratamento precoce da causa pode evitar a progressão da perda visual.

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