Por que é importante se consultar regularmente com um oftalmologista?

Vocês sabiam que nossos olhos, apesar de estruturas pequenas, são órgãos muito complexos e cheio de particularidades? Desde as pálpebras, cílios, conjuntiva, esclera, córnea, íris, cristalino, vítreo, retina… imaginem, tantas estruturas microscópicas, que funcionam perfeitamente para que nossos olhos nos entreguem uma visão perfeita. Muito complexo, não é?

Uma estrutura tão delicada e cheia de detalhes, merece muita atenção e cuidado, certo? É o Médico Oftalmologista que irá avaliar e examinar as minúcias dos seus olhos! Fazemos isso através da lâmpada de fenda, um instrumento que funciona como um microscópio, onde conseguimos ver cada detalhe da anatomia ocular. Esse exame se chama biomicroscopia.

Além da estrutura anatômica, precisamos também avaliar a funcionalidade, ou seja, o quanto o paciente enxerga, ou seja, sua acuidade visual. Isso é avaliado com a tabela de snellen, aquela famosa tabela cheia de letras e números. Por ela avaliamos o “quanto o paciente enxerga”. E claro, também avaliamos o grau do paciente através do exame de refração, pelo teste de lentes no greens (o aparelho em que o oftalmologista, pergunta esse ou esse?).

No exame oftalmológico, o seu médico deve também medir a pressão de dentro do seu olho, o que chamamos de pressão intraocular. Isso é feito através de um aparelho chamado tonômetro, e o exame é a Tonometria. Extremamente importante para avaliação de glaucoma. E também realizar o exame de fundo de olho, que chama Mapeamento de retina, que será possível visualizar toda a estrutura retiniana e diagnósticos de possíveis alterações.

Então, colocando na ordem, os exames realizados em uma consulta oftalmológica serão:

  • Anamnese (história do paciente);
  • Teste da acuidade visual e refração;
  • Biomicroscopia;
  • Tonometria;
  • Mapeamento de Retina.

A partir de quando devemos consultar um oftalmologista?

Desde a primeira infância! Isso mesmo! É importante a avaliação oftalmológica desde criança, preferencialmente antes dos 2 anos de idade. Até os oito anos a nossa visão se desenvolve, por isso se houver alguma alteração nos olhos, seja algum desvio (estrabismo) ou própria alteração anatômica (ex: catarata, alterações cornenanas…), esta deve ser diagnosticada o quanto antes, pois a visão desde olho não irá desenvolver. Sendo assim o olho não aprende a enxergar, isso chamamos de ambliopia, uma condição definitiva para o resto da vida.

Pacientes jovens e adultos que não apresentam doenças oftalmológicas podem consultar anualmente. Mas a partir dos 40 anos, o tempo entre os exames de rotina deve diminuir, principalmente se o paciente apresentar doenças associadas como diabetes, hipertensão… Pacientes que já possuem doenças oftalmológicas devem manter acompanhamento de acordo com a indicação médica. Saiba mais sobre os exames recomendados a partir dos 40 anos de idade no artigo “Chegou aos 40 anos? Saiba quais os exames são essenciais para você.

Algo importante a se destacar é que a maioria das doenças oftalmológicas, se apresentam de forma silenciosa e assintomática, apresentando sintomas somente em fases avançadas da doença, por isso que a consulta de rotina é muito importante para o diagnóstico precoce e tratamento em tempo oportuno.

Depois de toda essa explicação, vamos mostrar nesse artigo, as principais doenças que podem prejudicar seus olhos e que somente o seu oftalmologista poderá diagnosticar:

Catarata:

É uma doença que acomete o cristalino, a lente natural dos nossos olhos. Existem vários tipos de catarata e diversas causas para o aparecimento desta, porém a forma mais comum é o envelhecimento natural dessa estrutura, que é o que chamamos de catarata senil. O principal sintoma é: baixa visão de forma progressiva ao longo dos anos. É diagnosticada através do exame oftalmológico (já explicado acima) e o tratamento é exclusivamente cirúrgico, através da retirada dessa catarata (facectomia) e implante de uma lente intraocular artificial. Entenda mais sobre Catarata em nosso artigo “O que é catarata? Ela pode prejudicar o meu desempenho?”.

Glaucoma:

É uma neuropatia óptica, ou seja, uma doença do nervo óptico, uma estrutura muito importante para nossa visão. Possui diversas causas, com componente genético. Sabemos que tem relação com pressão intraocular elevada, porém não e único fator causador dessa doença. É o único fator que conseguimos controlar através de colírios hipotensores. É uma doença assintomática que provoca baixa visual de forma progressiva e irreversível. O diagnóstico é feito através do exame oftalmológico, incluindo a tonometria e exames complementares como campo visual e tomografia de coerência óptica. O tratamento é feito através de colírios hipotensores ou cirurgia para redução da pressão intraocular. Saiba mais sobre Glaucoma em nosso artigo “Glaucoma: o que é e quais os fatores de risco.”

Ceratocone:

É uma doença que acomete a córnea, a tampinha transparente de nossos olhos. Atinge pacientes jovens e tem componente genético na sua etiologia e piora com o ato de coçar os olhos. E uma doença que leva o encurvamento corneano, fazendo com que a córnea se torne pontiaguda, semelhante a um cone, distorcendo a visão provocando dificuldade para enxergar. O diagnóstico deve ser feito nas fases iniciais da doença, justamente para evitar a progressão. É feito pelo exame oftalmológico e por um exame chamado topografia corneana, que irá nos mostrar a curvatura da córnea. O tratamento é feito na intenção da melhora da visão desse paciente, então pode ser com uso de óculos e lentes de contato rígidas. Existem também procedimentos que impedem sua progressão como crosslink e que ajudam no aplanamento dessa córnea como o anel intraestromal. Em último caso, em doenças avançadas, é possível realizar o transplante de córnea.

Dito tudo isso, acho que te convencemos que é importante manter o acompanhamento oftalmológico todos os anos, não é mesmo? A equipe da Eyecare Health tem especialistas preparados para fazer sua avaliação oftalmológica, entre em contato conosco!

Por Dra. Julie Anne Carvalho médica, formada pelo Cesupa – Centro Universitário do Estado do Pará e residente de oftalmologia pelo Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini.

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